Sou aluna do Curso Tecnológico de Desporto na Escola Secundária Dr. Jaime Magalhães Lima em Aveiro.

A criação deste blog tem como principal objectivo o desenvolvimento de um espaço curricular onde vou procurar incluir um conjunto de matérias dadas nas aulas, projectos, viagens, trabalhos realizados e assuntos ligados aos conteúdos programáticos das disciplinas de Organização Desenvolvimento Desportivo (ODD) e Práticas Desportivas e Recreativas (PDR) dadas pelo nosso Prof. Francisco Teixeira Homem.

Nesta perspectiva este blog é portanto também um espaço de colaboração a todos aqueles que queiram dar algumas indicações e apontamentos que possa de alguma forma, enriquecer os assuntos aqui tratados.



Bem-vindos, Mariana Oliveira.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O significado de actividade

Actividade: Faculdade de exercer uma acção; força; prontidão; dinamismo; qualidade do que é activo; conjunto de actos ligados ordenadamente para a realização de determinado fim.
Actividade Física: representa qualquer acção muscular que produza movimentos aos quais está associado um dispêndio calórico.
Actividade Desportiva: Prática de uma determinada modalidade desportiva ou lúdico- desportiva, direcção ou quaisquer outras funções, ligadas ao movimento desportivo.

Regras e procedimentos na realização das actividades físicas desportivas


Os aspectos organizativos de uma competição desportiva devem ter em conta os seguintes factores, entre outros:
- Enquadramento adequado tanto no âmbito das instalações desportivas;
- Equipa de arbitragem;
- Balneários em boas condições higiénicas e em número e tamanho adequado aos utentes;
- Atletas protegidos do público;
- Policiamento/ condições de segurança para todos os intervenientes;
- Especialização de funções dos elementos da organização, de forma que sejam capazes de responder rápida e eficazmente a qualquer tipo de solicitação inerente à competição.
- Presença de técnicas de saúde e de ambulância;
- Ritmo da competição.

Classificação das competições


Carácter das competições: As competições desportivas, em qualquer subsistema desportivo, podem ter carácter nacional ou internacional e serem oficiais ou particulares.
Competições oficiais: São consideradas competições oficiais as nacionais e internacionais, que são organizadas ou tuteladas pelas respectivas federações desportivas nacionais e internacionais.
Competições particulares: São consideradas competições desportivas particulares, as organizadas pelos clubes desportivos e outras entidades desportivas, integradas ou não na hierarquia desportiva associativa.

A competição enquanto elemento que ganha uma expressão particular no quadro organizativo específico das competições


Competição: acto ou efeito de competir, rivalidade, luta, concorrência, competência.
Competição desportiva: por competição desportiva entende-se qualquer prova que esteja compreendida nos quadros competitivos organizados no âmbito da respectiva Federação e ainda aquela que inclua a participação do praticante desportivo em representação do País.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ano Lectivo 2011/ 2012

Como o ano passado, este blogger vai demonstrar o trabalho realizado nas aulas de ODD (Organização e Desenvolvimento Desportivo) e PDR ( Práticas Desportivas e Recreativas). Espero que gostem das publicações.
Beijinhos e abraços, Mariana Oliveira.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Condições de segurança na prática de acitivdade física

Genericamente devem-se ter em consideração os seguintes aspectos:
  • fazer um exame médico antes de iniciar a prática desportiva;
  • evitar temperaturas muito altas ou muito baixas;
  • fazer exercício de forma regular e sistemática e não esporadicamente;
  • as actividades e os exercícios devem ser de complexidade progressivas;
  • parar a actividade física sempre que se sentir fadiga intensa;
  • estabelecer períodos de descanso adequados;
  • não fazer esforços muito intensos e prolongados que levem a um esgotamento;
  • eliminar todos os exercícios demasiado bruscos e intensos que favoreçam lesões no sistema locomotor;
  • em todas as sessões deve-se respirar as seguintes fases: dinamização, animação e relaxamento;
  • cotrolar a frequência cardíaca;
  • fazer apenas exercícios que possam ser executados correctamente;
  • o tipo de exercícios deve estar de acordo com as capacidades físicas de quem o vai executar, a fim de evitar frustações;
  • evitar posturas perigosas;
  • utilizar vestuário e calçado adequados.
Para além dos factores já enumerados, na terceira idade devem-se ter também em consideração os seguintes cuidados:

  • programas de exercícios menos exigentes;
  • as sessões devem ter uma duração média de 30 a 45 minutos;
  • controlar a frequência cardíaca;
  • não sobrecarregar as asticulações com pesos excessivos;
  • aumentar os períodos de recuperação entre os exercícios;
  • evitar a competição na execução dos exercícios;
  • ajustar a actividade às condições que os espaços oferecem.

Motivos para a prática desportiva

No caso dos jovens, a procura de corpo mais musculoso (rapazes) ou mais magro e torneado (raparigas), a procura de amigos e o "gozo pela competição", são factores que frequentemente os levam à prática de AF.


No caso dos adultos, estes preocupam-se também com o seu porte atlético mais aliado ao factor saúde e bem-estar, enquadrados numa óptica de prevenção do aparecimento de várias doenças, procurando retardar alguns sinais de envelhicimento.


No caso da terceira idade, constitui-se como um factor determinate na prática de actividade física, o desejo generalizado de retardar os processos normais de envelhecimento (físicos, psíquicos e socioafectivos) permitindo, assim, a manutenção pelo maior espaço de tempo possível de uma boa condição psicomotora, o que lhe confere também por mais tempo e com mais qualidade e preservação do seu grau de autonomia.


No caso dos deficientes, é importante ter a noção de que as limitações resultantes de defeciência não transformam a pessoa deficiente num ser inanimado, pelo contrário, esta sente a necessidade de manifestar a sua motricidade como um processo natural de assimilação e acomodação, o que caracteriza no ser humano o processo de aprendizagem e desenvolvimento filo e ontogénico.


Exemplos de alguns motivos que, na generalidade, podem levar à prática da actividade física:


  • estar em forma (condição física);
  • recomendação médica;
  • lazer;
  • prevenir o aparecimento de diversas doenças;
  • melhorar a qualidade de vida;
  • conhecimento de si e afirmação pessoal;
  • prazer proporcionando pelo movimento;
  • melhorar capacidades;
  • fazer novas amizades;
  • divertimento;
  • gosto pelo risco e pela aventura;
  • ter prestígio;
  • influência dos amigos;
  • trabalhar em equipa;
  • desejo de filiação, de participação no grupo (conquistar atenção);
  • canalização da agressividade natural (descarregar energia);
  • vencer;
  • cinvívio com a Natureza.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vantagens do Desporto para Deficientes

Como todos nós sabemos, não é apenas o indivíduo sem deficiência que retira vantagens do fenómeno desportivo, pelo que rapidamente poderemos afirmar que o cidadão com deficiência, para além destes benefícios, poderá retirar outros mais acrescidos e que se relacionam directamente coma sua condição. Se tomarmos em consideração a Recomendação N.º R (86) 18 do Comité dos Ministros dos Estados Membros feita na "Carta Europeia do Desporto para Todos: as pessoas deficientes" que, no seu artigo I do anexo da resolução (76) 41, estipula que "todo o indivíduo tem direito à prática desportiva" (Conselho da Europa, 1988, p.8), rapidamente nos apercebemos que o desporto deve ser dirigido e pensado para todos, independentemente da sua condição, sexo, idade, etnia ou classe social.
Ainda no mesmo documento, o Conselho da Europa (1988) refere que na Resolução AP (84) 3 adoptada no âmbito do acordo parcial no domínio social e da saúde pública, relativa a uma política coerente em matéria de readaptação dos indivíduos com deficiência, encontra-se estipulado, no parágrafo 2.4 do seu anexo, que a participação no desporto deveria ser estimulada, uma vez que este é um factor essencial de readaptação e de integração.
No seguimento desta linha de pensamento do Conselho da Europa, encontramos vários autores, como por exemplo, Ferreira (1993) e Alves (2000) que referem que qualquer que seja o nível de prática desportiva alcançada pela pessoa com deficiência, os efeitos são de três ordens:
  1. fisiológicos: exploração dos limites articulares, controlo do movimento voluntário, melhoria da aptidão física geral e da saúde;
  2. psicológicos: domínio do gesto que conduz a um aumento de autoconfiança, redução da ansiedade e melhoria da comunicação;
  3. sociais: contribuição para o desenvolvimento da autonomia e da reintegração social, aos quais Guttmann (1977) acrescenta:
  4. terapêuticos: utilizados como complemento da terapia física e
  5. recreativos: a grande vantagem do desporto sobre o exercício curativo, reside na sua vertente recreativa.
Para as pessoas que se movimentam em cadeira de rodas, além dos benefícios já mencionados, Ferreira (1998) acrescenta:
  1. favorece a autonomia locomotora na cadeira de rodas;
  2. aperfeiçoa a técnica de manejo da cadeira de rodas;
  3. estimula as funções do tronco e dos membros superiores;
  4. promove a iniciação e o aperfeiçoamento desportivo em cadeira de rodas.
Autores como Cumming et al. (1971) e Drowatzky (1973), citados por Silva (1991, p. 100), confirmam o facto do nível da capacidade física apresentado pela pessoa com deficiência ser inferior ao da pessoa sem deficiência, devido à falta de actividade física. Neste contexto, vários estudos realizados mostram as grandes vantagens que a prática regular de actividade física traz à pessoa com deficiência.
Num estudo sobre fortalecimento muscular, Hutzler, citado por Martin (1999, p. 185), concluiu que os atletas em cadeira de rodas têm uma maior independência funcional, derivada da sua maior proficiência em cadeira de rodas, aumentando a sua confiança, auto-estima e percepções de aceitação social, como resultado da participação no desporto

Desporto Para Deficientes

Embora "diferente" e com limitações, o indivíduo com deficiência é uma pessoa que possui legislação própria que o protege e lhe assegura direitos nos demais variados domínios sociais. A partir do momento em que o acesso à prática desportiva se torna se torna um direito de todos os cidadãos, independentemente da sua condição, permitiu que os indivíduos com deficiência beneficiassem dessa mesma prática. De facto, este fenómeno social tem vindo a ser alvo das mais variadas atenções, pelo que poderemos observar inúmeras evoluções na área do Desporto para Deficientes.
Com o intuito de esclarecer os principais factores que contribuíram para toda a mudança sócio-cultural que envolve o indivíduo com deficiência e o desporto para ele perspectivado, Silva (1991) indica aqueles que são considerados os estágios evolutivos do Desporto para Deficientes:
  1. - desporto como terapia: as primeiras experiências desportivas foram realizadas com o objectivo de estimular em termos anátomo-fisiológicos os pacientes com deficiência;
  2. - valor psicológico do desporto: o desporto permite ao indivíduo com deficiência demonstrar a si próprio – e à sociedade – que a sua condição não é sinónimo de invalidez (o valor psicológico juntamente com o fisiológico contribuem para o desenvolvimento da sua imagem);
  3. - normalização: o desporto contribui para a (re)integração do indivíduo com deficiência na comunidade (uma forma muito positiva de integração é a competição entre indivíduos com e sem deficiência, em modalidades como o tiro com arco, bowling, ténis de mesa e natação, entre outras);
  4. - motivação para a prática desportiva: é talvez o aspecto mais importante para a obtenção de boas performances (ao estar motivado para a prática desportiva o valor terapêutico, psicológico e o conceito de normalização estão implícitos).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Paraquedismo

O pára-quedismo  é praticado por desportistas (paraquedistas) que saltam de aeronaves, ou lugares fixos (BASE jumping), fazendo uso de um pára-quedas (invólucro contendo uma vela dobrada desenhada a desdobrar-se aumentando sua superfície de contato com o ar) para diminuir sua velocidade de queda, sendo possível realizar saltos de grandes altitudes sem sofrer danos corporais.

Fotografia

Actualmente, a introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. Os equipamentos, ao mesmo tempo que são oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, assim como maior qualidade de imagem e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem, impressão e reprodução de imagens proporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. A incorporação da câmera fotográfica aos aparelhos de telefonia móvel têm definitivamente levado a fotografia ao quotidiano particular do indivíduo.
Dessa forma, a fotografia, à medida que se torna uma experiência cada vez mais pessoal, deverá ampliar, através dos diversos perfis de fotógrafos amadores ou profissionais, o já amplo espectro de significado da experiência de se conservar um momento em uma imagem.
Usos da fotografia
A fotografia pode ser classificada como tecnologia de confecção de imagens e atrai o interesse de cientistas e artistas desde o seu começo. Os cientistas usaram sua capacidade para fazer gravações precisas, como Eadweard Muybridge em seu estudo da locomoção humana e animal (1887). Artistas igualmente se interessaram por este aspecto, e também tentaram explorar outros caminhos além da representação fotomecânica da realidade, como o movimento pictural. As forças armadas, a polícia e forças de segurança usam a fotografia para vigilância, identificação e armazenamento de dados.
Fotografias aéreas eram utilizadas para levantamento do uso da terra e planejamento de uma determinada região.
A Fotografia no cotidiano e na vida
A fotografia pode ser utilizada no processo de investigação do cotidiano de nossos estudantes, a fim de que mediante as imagens obtidas da escola, da família, da vizinhança, da cidade e das coisas que os cercam, eles sejam orientados, através de uma metodologia específica, para análise e estudo desses "momentos documentados" e suas correlações históricas, sociais, geográficas, étnicas e econômicas; na educação, a simples disponibilidade do aparato tecnológico não significa facilitar o processo ensino-aprendizagem. É preciso que o professor alie os recursos tecnológicos com os seus conhecimentos e estratégias de ensino, visando alcançar um objetivo: o conhecimento real da imagem fornecida através da fotografia

Fotojornalismo
O fotojornalismo preenche uma função bem determinada e tem características próprias. O impacto é elemento fundamental. A informação é imprescindível.
É na fotografia de imprensa, um braço da fotografia documental, que se dá um grande papel da fotografia de informação, o fotojornalismo. É no fotojornalismo que a fotografia pode exibir toda a sua capacidade de transmitir informações. E essas informações podem ser passadas, com beleza, pelo simples enquadramento que o fotógrafo tem a possibilidade de fazer. Nada acontece hoje nas comunicações impressas sem o endosso da fotografia.
Existem, basicamente, quatro gêneros de fotografia jornalistica:
  • As fotografias sociais: Nessa categoria estão incluídas a fotografia política, de economia e negócios e as fotografias de fatos gerais dos acontecimentos da cidade, do estado e do país, incluindo a fotografia de tragédia.
  • As fotografias de esporte: Nessa categoria, a quantidade de informações é o mais importante e o que influi na sua publicação.
  • As fotografias culturais: Esse tipo de fotografia, tem como função chamar a atenção para a notícia antes de ela ser lida e nisso a fotografia é única. Neste item podemos colocar um grande segundo grupo, a esportiva, pois no fotojornalismo o que mais vende após a polícia é o esporte.
  • As fotografias policiais: muitos, quase todos os jornais exploram do sensacionalismo para mostrar acidentes com morte, marginais em flagrante, para vender mais jornais e fazer uma média com os assinantes. Pode-se dizer que há uma rivalidade entre os jornais para ver qual aquele que mostra a cena mais chocante num assalto, morte, acidente de grande vulto.